Quarta-feira, Dezembro 27, 2006

por agora

no teu rosto o silêncio escorrega como uma criança descobrindo a nudez, veloz orvalho pelas séfalas caindo, lento brotar do sossego, inquieto serenar da erosão, nos desejados sulcos onde a língua não chega ainda o olhar se precipita, escorrega, como um pássaro interrompendo o voo vertiginoso para entrar no ninho feito na escarpa, os dedos depois, os dedos