pan
podemos esquecer a falta de asas por um instante, aqui, no banquete dos corpos, abrimos o mundo como a um fruto, mordemos ferindo montanhas de nascentes, lavramos a carne com a língua, bebemos das nuvens e dos sexos a fecundidade, sulcamos o leito do mar e o nosso leito, que instauramos em cada beijo
