Quarta-feira, Setembro 05, 2007

a tua pele

na língua o sal, nas mãos a volúpia exploratória, nas ancas o vigor de um animal sedento, dentro de mim ou dentro de ti as investidas do desejo; perfuramos a carapaça da resignação com dedos, falos, dentes; mordemos o calcanhar ao tempo, lançando-o pelo chão, inofensivo; aí, no teu corpo, um leito, uma lareira, o horizonte