na chama, o vento da nossa dança
os dois lançamos chamas, como flores que explodem
em carnaval de pétalas, nos ombros o sol mergulha
como se em horizonte líquido ao por-do-sol, os dois
colorimos signos de carne com os dedos e os lábios,
fazemos apetecer ao dia a lua, à noite oferecemos a
claridade da nossa combustão, amamos os corpos, que
nos devolvem um corpo novo, erguido da refeição em
que enleamos os membros e as línguas, brindamos ao
sol em cada beijo. artesãos do prazer, incandescemos.
