abocanhar o cio
morde-se a pele e lambe-se o suor, os braços flutuando em fogueira, as coxas ardendo pântanos, o gume das línguas no flanco do desejo. penetra-se e arranha-se e beija-se, vento agitando caules, carne ondulante, os dedos lanças-garras-asas-falos. explode-se a sofreguidão e a urgência, todas as marés latejando, as constelações reunidas em acúcar no mel azul do céu.
