dançamos
na lava dos teus movimentos, dissolvo-me florindo,
a boca vulcânica e abrupta, a pele plantando rios
na sede, os sexos fazendo colidir galáxias e desejo,
o cosmos nos lábios, em dialeto de saliva. nos teus
dentes a minha carne, o meu cio; nos nossos braços
a deflagração do prazer, almas transbordando ou
a transgressão das fronteiras do quotidiano. somos
cúmplices da luz, lavramos o assombro, abraçados.
